“A terra é insultada. E oferece suas flores como resposta”

(Rabindranath Tagore)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cravo



Cravo
Os cravos foram trazidos da Tunísia para a Europa, mas a sua pátria é as Maldivas. O nome russo para esta flor descende de uma palavra polaca "gvizdic", palavra emprestada do dicionário alemão. Os alemães deram este nome a estas flores devido à semelhança com uma especiaria estrangeira; identificaram o cheiro da especiaria e chamaram cravo às flores também. Há pessoas que lhes chamam "lágrimas do campo", "estrelas" ou "erva de donzela".

Um antigo escritor, Plinij, afirmou que os romanos cultivavam estas flores divinas; está escrito no seu livro "História da Natureza". No livro de Dante, "Inferno", está escrito que os cravos foram trazidos para Itália por Nicolo. Em França, estas flores, foram trazidas na Última Cruzada. Quando os franceses estavam a cercar a Tunísia, a Peste espalhou-se e o médico que sabia das propriedades medicinais do cravo fez uma poção especial que curou muitos soldados. Rapidamente a epidemia foi travada e então os soldados de Ludovico IX importaram esta planta para França em 1270.

Os italianos também gostam de cravos, a sua imagem foi incluída no Emblema do Estado. As raparigas acham que os cravos são os intermediários do amor, por isso ofereciam estas flores aos jovens que partiam para a guerra, pois pensavam que a flor os protegia. Em França as raparigas também davam cravos aos seus namorados quando estes iam para a guerra, expressando assim o desejo de eles voltarem sãos e salvos. Os soldados acreditavam que o cravo tinha poderes mágicos e usavam-no como um talismã.

Em Espanha o cravo é visto como o salvador do amor. Em Valência era um grande elogio se um homem oferecesse esta flor ao seu amor no Inverno, porque nesta estação as flores eram muito mais caras.
As damas espanholas arranjavam encontros secretos com os cavalheiros, ao colocarem cravos de diferentes cores no seu vestido.

Na Bélgica os cravos são as flores dos pobres. Os mineiros cultivavam-nas porque, depois de tanto tempo passado na escuridão, ficavam alegres só de ver estas flores vermelhas. Os pais dão uma coroa de cravos à filha quando ela se casa.
O cravo goza de popularidade entre as bordadeiras; na renda antiga de Bruxelas podem-se ver muitos cravos nos rendilhados.

Em Inglaterra e também na Alemanha o cravo foi por muito tempo considerado como a flor do Amor, Inocência e Pureza; podemos ver isso na poesia de Shakespeare e de Julius Sacks. Goethe tratava a flor como sendo a personificação da amizade e firmeza. O cravo também foi glorificado nas obras de Leonardo Da Vinci , Rembrandt, Rubens e Goya.



 

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